Janela Literária

Resenhas e novidades sobre o universo dos livros.

3 lançamentos de literatura brasileira da Companhia das Letras

Olá pessoas! Finalmente dei o ar da graça por aqui após algumas semanas, e por uma ótima razão: vim mostrar pra vocês alguns dos lançamentos da Companhia das Letras que chegaram por aqui! Estou bem animada por que esses livros me parecem bem interessantes, tanto que ainda nem sei por onde vou começar a ler hehehe Quem sabe compartilhar eles por aqui me ajuda a escolher!

solitaria eliana cruz

Solitária, de Eliana Alves Cruz

SINOPSE: Solitária conta a história de duas mulheres negras, Mabel e Eunice, mãe e filha, que moram no trabalho, um condomínio de luxo desses encontrados em qualquer grande cidade brasileira. Eunice, a mãe, é testemunha-chave de um crime chocante ocorrido na casa dos patrões. Mabel, a filha, constrói o caminho que leva não apenas à elucidação deste crime, mas a uma mudança radical na vida das pessoas que cercam as protagonistas.

Em prosa ágil, intensa e assertiva, Eliana Alves Cruz constrói uma miríade de histórias que revolve o imaginário do trabalho doméstico no Brasil — ainda tão vinculado à época escravocrata — e o relaciona a questões contemporâneas urgentes como a pandemia, o debate sobre ações afirmativas e a luta por direitos reprodutivos. Testemunho de uma crucial mudança de sensibilidade no espírito de nosso tempo, Solitária dá provas do quão urgente se tornou elaborar — sem meias palavras — não apenas a história, mas as sobrevidas da escravidão colonial. Ao fazê-lo, mostra como é possível enfrentar o desafio moral e ético de abordar essas experiências de vida sem replicar gratuitamente a violência que a sustenta nem reencenar nenhum pacto oculto de subalternidade. É um romance libertação.

Primeiras impressões:

Curti muito a premissa deste livro e fiquei ainda mais afim de ler por conta da cartinha que a autora enviou para os parceiros que o receberam. Sinto que ele irá me tirar da zona de conforto e me surpreender positivamente.

movimento 78

SINOPSE: Ao participar de um acalorado debate presidencial, Seiji Kubo se sente cada vez mais nervoso. Não é possível aceitar as sugestões de seu assessor sem uma dose de dúvida, já que ele é, assim como seu adversário, uma inteligência artificial. No final do século XXI, Kubo luta com todas as forças para mostrar os perigos que um governo baseado em equações matemáticas pode acarretar. Com um fluxo de prosa único e brutal, Flávio Izhaki nos devolve aos dias atuais para logo mergulhar na gênese da família Kubo, construindo um romance delicado que flerta com a distopia.
Movimento 78 parte de uma família no passado recente e no futuro próximo para esmiuçar como a vida da próxima geração será bem diferente da nossa.
Primeiras impressões:
Admito que assim que li o título deste livro imaginei que era algo relacionado a algum movimento artístico da década de 70 hehehe Mas eu estava totalmente enganada, e fui surpreendida ao perceber que ele se encaixa bastante na descrição de livros que eu costumo gostar de ler. #fãdedistopias
a sociedade desigual

SINOPSE: Com inovadora abordagem, o economista e professor Mário Theodoro demonstra a centralidade da questão racial na construção e desenvolvimento da sociedade brasileira, explicando de que modo o racismo funcionou e segue funcionando como motor e elemento organizador da desigualdade no Brasil.
Em suas diversas formas e manifestações, a violência opera como avalista da manutenção das desigualdades, na relação complementar entre a ação da polícia e da Justiça, nas condições de moradia, transporte público, sistemas de saúde e de educação e na precarização do trabalho. Em cada uma delas, o elemento racial é o fator explicativo, e esse conjunto de violências sustenta e preserva a sociedade desigual, impedindo mudanças estruturais significativas.
Mário Theodoro aponta também a incapacidade dos estudiosos e das principais teorias econômicas de produzir até hoje um modelo de estudo que leve em conta ― em um país de maioria negra ― a preponderância do racismo na desigualdade da sociedade brasileira, e, como escreve o autor, “o racismo mata, prende, exclui, limita, enlouquece”. Para ele, a grande força de transformação virá justamente do segmento mais afetado pela desigualdade: a população negra.
Primeiras impressões:
Por último, mas não menos importante, temos esta obra de não-ficção que me intrigou como cientista social. Quero muito conferir a análise do Mário Theodoro, pois é sempre importante e cada vez mais urgente buscar compreender a nossa sociedade e suas complexidades.

Agradeço imensamente à Companhia das Letras pelos livros enviados e por nossa parceria! Me conta nos comentários qual destes livros você escolheria para ler primeiro. Vou adorar saber <3 

1 Comentários

  1. Caramba, são bem interessantes, mas se fosse pra recomendar o primeiro a ler acho que seria o Movimento 78

    ResponderExcluir

Postar um comentário