Crítica: Tudo pode ser visto (por Kalil Vinicius)

"Tudo pode ser visto" é um filme que parte de uma premissa investigativa, mas, aos poucos, cruza a linha entre o real e o ficcional a fim de encontrar respostas. Uma das melhores escolhas está no próprio título: Tudo Pode Ser Visto, que, em tradução do original You Can See Everything (“Você Pode Ver Tudo”), revela-se insuficiente. Quanto mais se questiona a figura de Elizabeth Holmes, menos se sabe sobre ela.

Crítica: O bosque selvagem (por Kalil Vinicius)

A história acompanha a adolescente determinada Prue McKeel, que embarca em uma missão desesperada de resgate depois que seu irmão caçula é sequestrado por um bando de corvos. Acompanhada por seu colega de classe desajeitado, mas leal, Curtis Mehlberg, Prue navega por um mundo habitado por animais falantes, bandidos e figuras poderosas movidas pela dor e pela ambição.

Resenha: Natureza, cultura e desigualdades (Thomas Piketty)

Considerando o tempo em que vivemos, acho que mais do que nunca é preciso buscar entender o cenário econômico, político e social através de autores que debatem a desigualdade nos mais diversos lugares do mundo. Aqui temos um economista francês, Thomas Piketty, falando do que ele chama de países "desigualitários", na defesa de um "socialismo participativo, democrático e ecológico" (p. 11). Mas será que ele consegue trazer algo novo para essa discussão? 

Crítica: Zona Zero (por Kalil Vinicius)

Me encontro envergonhado por não ter assistido ainda o clássico de Romero, pai do cinema de zumbis, “Despertar dos Mortos”. Assisti ao bom remake, Dawn of the Dead, feito pelo Zack Snyder, mas nunca cheguei a ver o original. Ainda assim, a presença do shopping persevera Romero e se encontra em Snyder, vai até The Last of Us, e aparece novamente aqui em Colony (Zona Zero, na tradução brasileira). E porque começar esse texto com um filme que eu não vi? Porque mesmo sem ver, reconheço a obsessão em Romero, ou melhor, a obsessão pelo shopping, que nos leva a obsessão pelas imagens.

Resenha: O homem duplicado (José Saramago)

O que você faria se descobrisse que existe alguém exatamente igual a você? Como reagiria ao saber que uma pessoa com a sua aparência vive por aí, sem que vocês sequer se conheçam? Essa é a situação que José Saramago apresenta em O homem duplicado, romance que acompanha Tertuliano Máximo Afonso, um professor de História que descobre ter um sósia ao assistir a um filme.