Antes mesmo de ler Imagens Estranhas, de Uketsu, o próprio autor já tinha despertado a minha curiosidade. Sua identidade é desconhecida e ele aparece publicamente usando uma máscara branca e roupas pretas. Foi justamente esse aspecto que me intrigou e me fez pesquisar mais sobre ele e, consequentemente, querer ler seu livro. Esta foi a minha primeira leitura de Uketsu e terminei Imagens Estranhas em apenas dois dias. Não conseguia parar de ler.
Diferentemente de obras como Deadpool & Wolverine e Space Jam 2, que lidam com um catálogo vasto de conteúdos e escolhem fazer homenagens vazias aos ícones de suas marcas, Coyote vs. Acme sabe exatamente o que quer fazer e se destaca justamente por isso. Os personagens do universo Looney Tunes servem muito mais para compor a jornada do Coyote e de seu advogado, Kevin, do que para roubar a atenção para si. Há até uma sequência que resgata o traço antigo das animações do Coyote contra o Papa-Léguas, acompanhada por um humor melancólico: décadas se passaram, mas o personagem continua preso ao mesmo ciclo de tentar capturá-lo.
Meu primeiro contato com Pablo Neruda aconteceu por causa de uma música do Chico Buarque. Há anos escuto o verso “devolva o Neruda que você me tomou e nunca leu” e sempre tive vontade de finalmente ter contato com a escrita deste poeta chileno. Agora, finalmente, tenho um Neruda. E espero que ninguém o tome de mim.
Baseado no romance best-seller de Anna Jane, “Coração Partido” acompanha Polina, uma adolescente que tenta recomeçar a vida em uma nova cidade, mas logo se torna alvo de bullying na escola. Tudo muda quando Bars, o aluno mais temido e misterioso do colégio, oferece proteção em troca de que ela siga suas regras. O que começa como uma amizade de conveniência evolui para uma relação intensa e emocionalmente complexa, marcada por dependência, vulnerabilidade e uma crescente necessidade de pertencimento. Distante das fórmulas tradicionais do romance adolescente, o filme explora os limites entre afeto, controle e obsessão.
Enquanto os outros filmes sofriam com a conectividade exagerada do universo Marvel e com a direção básica de Jon Watts, que fugia do espetáculo, Homem-Aranha: Um Novo Dia busca retornar a um Homem-Aranha mais fiel e cinematográfico.
Ler "Um defeito de cor" foi uma jornada e tanto. Já tinha ouvido falar nele, mas conheci a obra mais profundamente em 2023, quando cursava uma disciplina isolada no mestrado de sociologia da UFPE, focada no pós-colonial. De lá para cá, muita coisa aconteceu: ingressei no mestrado da Fundaj, em que pesquisei decolonialidade e me formei mestra em sociologia esse ano. E só agora, nesta semana, finalmente fechei este livro.