Crítica: Coyote vs ACME (Por Kalil Vinicius)

Diferentemente de obras como Deadpool & Wolverine e Space Jam 2, que lidam com um catálogo vasto de conteúdos e escolhem fazer homenagens vazias aos ícones de suas marcas, Coyote vs. Acme sabe exatamente o que quer fazer e se destaca justamente por isso. Os personagens do universo Looney Tunes servem muito mais para compor a jornada do Coyote e de seu advogado, Kevin, do que para roubar a atenção para si. Há até uma sequência que resgata o traço antigo das animações do Coyote contra o Papa-Léguas, acompanhada por um humor melancólico: décadas se passaram, mas o personagem continua preso ao mesmo ciclo de tentar capturá-lo.

Crítica: Coração Partido (Por Kalil Vinicius)

Baseado no romance best-seller de Anna Jane, “Coração Partido” acompanha Polina, uma adolescente que tenta recomeçar a vida em uma nova cidade, mas logo se torna alvo de bullying na escola. Tudo muda quando Bars, o aluno mais temido e misterioso do colégio, oferece proteção em troca de que ela siga suas regras. O que começa como uma amizade de conveniência evolui para uma relação intensa e emocionalmente complexa, marcada por dependência, vulnerabilidade e uma crescente necessidade de pertencimento. Distante das fórmulas tradicionais do romance adolescente, o filme explora os limites entre afeto, controle e obsessão.

Resenha: Um defeito de cor (Ana Maria Gonçalves)

Ler "Um defeito de cor" foi uma jornada e tanto. Já tinha ouvido falar nele, mas conheci a obra mais profundamente em 2023, quando cursava uma disciplina isolada no mestrado de sociologia da UFPE, focada no pós-colonial. De lá para cá, muita coisa aconteceu: ingressei no mestrado da Fundaj, em que pesquisei decolonialidade e me formei mestra em sociologia esse ano. E só agora, nesta semana, finalmente fechei este livro.
 

Crítica: O Convite

Em 2019, a atriz Olivia Wilde lançava seu primeiro filme, Booksmart, longa que acompanha duas amigas frustradas pela falta de experiências em festas e de uma vida social ativa durante o último ano do ensino médio. O filme se destacou pelo humor ácido, que remete ao besteirol Superbad, e pelo drama de amadurecimento que explora os efeitos de uma adolescência tardia. Em O Convite, dirigido por Olivia Wilde, Joe (Seth Rogen) e Angela (Olivia Wilde) são um casal preso à rotina. O relacionamento está à beira do colapso, mas as coisas podem mudar quando eles convidam casualmente os vizinhos Hawk (Edward Norton) e Piña (Penélope Cruz) para jantar.