Janela Literária

Resenhas e novidades sobre o universo dos livros.

Lidos em Janeiro // Wrap up

Um novo hábito que quero incorporar aqui no blog é o de compartilhar mensalmente as leituras realizadas no mês anterior. É uma forma de fazer um accountability e já criar expectativas das resenhas que estão por vir (ou anunciar as que já foram feitas aqui mesmo ou no Instagram). Janeiro foi um mês bem produtivo, o que me animou ainda mais para compartilhar os livros lidos com vocês! Se prepara que tem ótimos títulos (e sinopses completas) nesta lista. 

livros lidos de janeiro

O apanhador no campo de centeio, por J. D. Salinger

Sinopse: É Natal, e Holden Caulfield conseguiu ser expulso de mais uma escola. Com uns trocados da venda de uma máquina de escrever e portando seu indefectível boné vermelho de caçador, o jovem traça um plano incerto: tomar um trem para Nova York e vagar por três dias pela grande cidade, adiando a volta à casa dos pais até que eles recebam a notícia da expulsão por alguém da escola. Seus dias e noites serão marcados por encontros confusos, e ocasionalmente comoventes, com estranhos, brigas com os tipos mais desprezíveis, encontros com ex-namoradas, visitas à sua irmã Phoebe -- a única criatura neste mundo que parece entendê-lo -- e por dúvidas que irão consumi-lo durante sua estadia, entre elas uma questão recorrente: afinal, para onde vão os patos do Central Park no inverno? Acima de todos esses fatos, preocupações e pensamentos, paira a inimitável voz de Holden, o adolescente raivoso e idealista que quer desbancar o mundo dos "fajutos", num turbilhão quase sem fim de ressentimento, humor, frases lapidares, insegurança, bravatas e rebelião juvenil.

O que achei: 4/5 ⭐ confira a resenha completa clicando aqui


República Luminosa, por Andrés Barba 

Sinopse: Um romance angustiante e grandioso a respeito da infância e violência. O aparecimento de crianças violentas de origem desconhecida perturba - e subverte - a vida de San Cristóbal, uma cidade encravada entre a selva e o rio. Vinte anos depois, uma das testemunhas revisita o episódio numa crônica recheada de fatos, evidências e especulações sobre como a cidade foi forçada a reformular sua ideia de ordem e violência, além da própria noção de infância.

O que achei:
3/5 ⭐  confira a resenha completa clicando aqui


O impulso, por Ashley Audrain

Sinopse: Blythe Connor está decidida a ser a mãe perfeita, calorosa e acolhedora que nunca teve. Porém, no começo exaustivo da maternidade, ela descobre que sua filha Violet não se comporta como a maioria das crianças. Ou ela estaria imaginando? Seu marido Fox está certo de que é tudo fruto do cansaço e que essa é apenas uma fase difícil.
Conforme seus medos são ignorados, Blythe começa a duvidar da própria sanidade. Mas quando nasce Sam, o segundo filho do casal, a experiência de Blythe é completamente diferente, e até Violet parece se dar bem com o irmãozinho. Bem no momento em que a vida parecia estar finalmente se ajustando, um grave acidente faz tudo sair dos trilhos, e Blythe é obrigada a confrontar a verdade.
Neste eletrizante romance de estreia, Ashley Audrain escreve com maestria sobre o que os laços de família escondem e os dilemas invisíveis da maternidade, nos convidando a refletir: até onde precisamos ir para questionar aquilo em que acreditamos?

O que achei:
 4/5 ⭐ Leitura instigante, numa mistura de thriller psicológico com drama familiar. Flui bem, gera tensão, mas decepciona um pouco do meio para o final. Em breve sai resenha completa aqui no blog! 


Blecaute, por Marcelo Rubens Paiva

Sinopse:  Ao voltar de uma viagem, três jovens descobrem que são os únicos sobreviventes de uma estranha catástrofe que atingiu São Paulo. A cidade está deserta: as pessoas ficaram imóveis, como se tivessem sido congeladas no tempo. Os carros ocupam as avenidas, os alimentos apodrecem nos supermercados, os telefones estão mudos. O alcance do acidente é global, e o estranhamento inicial dá lugar à solidão. Depois, aos desentendimentos, que podem levar à violência. Em Blecaute, segundo romance de Marcelo Rubens Paiva, ele nos leva a um mundo estranho, numa narrativa impactante, irresistível, sobre o fim dos tempos.

O que achei: 3/5 ⭐  confira a resenha completa clicando aqui


Mônica vai jantar, por Davi Boaventura

Sinopse: É sexta-feira à noite: Mônica está se arrumando para um evento importante da empresa onde trabalha e acaba de descobrir que seu marido foi flagrado se masturbando dentro de um ônibus. Ela está em choque, mas, ainda assim, não consegue sair de casa. Por quê? Escrito em fluxo de consciência, este livro mostra a tensão e os dilemas, os sentimentos ambivalentes e os medos, os desejos, tudo mais que pode surgir quando a sua vida é invadida de forma abrupta e insólita por uma ação brutal da pessoa em quem você mais confia.

O que achei: 4/5 ⭐  confira a resenha completa clicando aqui



Sinopse: Movido pela curiosidade acerca das origens da currywurst, um prato tipicamente alemão – a despeito do tempero indiano –, o narrador desta trama revisita a região onde passou parte de sua infância e a banquinha de lanches do bairro onde tantas vezes se alimentou. Seguindo os ecos de sua memória e os boatos que apontavam a mulher da barraquinha como a inventora da inusitada combinação de sabores, o narrador chega a um asilo em Hamburgo. Lena Brücker tem muito a contar, sem dúvida, mas ela não tem nenhum interesse em chegar rápido ao final da história. Feliz com a companhia do entrevistador, Lena começa o relato a partir do momento em que conheceu um soldado alemão. Ela deu abrigo a ele, transformou-o em desertor de guerra e seu amante. Enquanto tricota um blusão de lã, Lena reconstrói a atmosfera de um país ocupado, à espera do colapso iminente, e revive a sucessão de fatos que levaram à descoberta do prato que viria a se tornar um símbolo da nova Alemanha. Este caminho perpassa a solidão de quem vê a família inteira ir para o front, os improvisos que possibilitam a sobrevivência em tempos de guerra, a constante vigilância do regime nazista e a breve obsessão que o soldado muito mais jovem causou nela. Neste livro em que a Segunda Guerra Mundial é pano de fundo e ponto de origem de todos os conflitos, Uwe Timm traz uma história que mistura sensibilidade e dureza em iguais medidas, e mostra como a guerra é capaz de embrutecer qualquer ser humano, mas nem sempre consegue derrotar o espírito.

O que achei: 4/5 ⭐  Leitura elucidante sobre vários aspectos da segunda guerra mundial dentro do território alemão, numa ficção sob o ponto de vista de uma cidadã comum. Os relatos são feitos de maneira estimulante e muitas vezes divertida, apesar de todo o peso dos fatos envolvidos. Em breve sai resenha completa no blog do Pacote de Textos

Hausfrau, por Jill Alexander Essbaum

Sinopse: Este é um impressionante romance sobre casamento, fidelidade, sexo e moralidade, com uma heroína fascinante que luta para dar um significado à sua vida. Na maior parte do tempo, Anna era uma boa esposa. Anna Benz, uma norte-americana de trinta e tantos anos, vive com Bruno – o marido suíço e banqueiro – e seus três filhos em um subúrbio de cartão-postal em Zurique. Embora tenha uma vida confortável e tranquila financeiramente, por dentro Anna está desmoronando. Sem rumo e cada vez mais incapaz de se conectar com o marido emocionalmente indisponível, e até mesmo com seus próprios pensamentos e sentimentos, Anna tenta “despertar-se” com novas experiências: aulas de alemão, análise junguiana e uma série de casos sexuais que ela começa com uma facilidade que surpreende até a si mesma. Mas Anna não consegue abandonar esses casos tão facilmente. As tensões aumentam e suas mentiras começam a sair do controle. Tendo atravessado um limiar moral, Anna descobrirá até onde uma mulher pode ir quando toma um caminho sem volta. Íntimo, intenso e escrito com uma precisão incrível, o romance de estreia de Jill Alexander Essbaum é uma inesquecível história sobre casamento, fidelidade, sexo, moralidade e, especialmente, sobre o eu-interior. Navegando entre desejo e amor, culpa e vergonha, desculpas e razões, Anna Benz é uma heroína eletrizante. Sua história revela, com honestidade e beleza, como nos criamos e como nos perdemos; e as escolhas, por vezes desastrosas, que fazemos para nos encontrar.

O que achei: 4/5 ⭐  confira a resenha completa clicando aqui.


MENÇÃO HONROSA: Oriente, Ocidente, por Salman Rushdie

Leitura iniciada em janeiro, mas finalizada no segundo dia de fevereiro. 

Sinopse: Salman Rushdie é um espectador privilegiado da vida contemporânea. Equilibrista habituado à corda bamba entre dois mundos que parecem mais distantes entre si no tempo que no espaço (o Oriente e o Ocidente), lança sobre cada um deles um olhar enviesado - ou excêntrico, no sentido exato do termo. É esse olhar que lhe permite ver e dar detalhes que a visada convencional deixa escapar. É assim, por exemplo, que as trajetórias de personagens emblemáticas da cultura ocidental, como Hamlet e Cristóvão Colombo, são reinventadas pelo autor de uma perspectiva absolutamente irônica e original: em "Yorick", a tragédia do príncipe da Dinamarca é contada do delirante ponto de vista do bobo da corte de seu pai; em "Cristóvão Colombo e rainha Isabel de Espanha consumam seu relacionamento", o descobridor da América e a soberana espanhola vivem um rumoroso caso com tintas levemente sadomasoquistas. Inversamente, "O cabelo do Profeta" transforma uma história de profanação do Islã num imbroglio melodramático de policial B norte-americano. Em "Tchekhov e Zulu", uma trama envolvendo espiões indianos em Londres entrelaça-se com a saga televisiva Jornada nas estrelas. Não há fronteiras para a fabulação de Salman Rushdie. Unindo a fantasia exuberante de um narrador das Mil e uma noites ao completo domínio das técnicas literárias modernas, os nove contos de Oriente, Ocidente são a prova definitiva de que se trata de um dos grandes escritores de nosso tempo.

O que achei: 4/5 ⭐  Livro de contos que representa a ideia de "literatura mundial", com histórias que refletem a vivência em contextos diferentes, entre o oriente e o ocidente. O autor se utiliza de várias referências interessantes, como Star Trek e Senhor dos Anéis, e escreve de maneira envolvente e divertida. Em breve sai resenha completa lá no Instagram

Compartilha nos comentários qual foi a sua leitura favorita de janeiro! Eu fico entre O apanhador no campo de centeio e Hausfrau, apesar de ter amado todas as outras também! 💛

5 Comentários

  1. Muito legal a sua lista, com certeza janeiro foi um mês de ótimas leituras para você! Dessa lista, O Apanhador no Campo de Centeio sempre me causa impacto quando citado, não consigo deixar de lembrar do assassinato de Lennon, infelizmente.

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  2. Adoro essas listas de livros lidos, sempre dá pra pegar boas dicas. Dos que você indicou o único que já li foi O Apanhador no Campo de Centeio. Confesso que não gostei, foi uma leitura arrastada, não sei se por ter criado muita expectativa de sempre ouvir falar do livro ou simplesmente não era o momento. Além desse não li nenhum. Tenho ouvido muito falar de O Impulso, mas ainda estou em dúvida sobre incluir ou não na minha lista de leituras, porque gosto de thriller psicológico, mas não curto muito o lado do drama familiar/maternidade. Por outro lado, inclui na minha lista Blecaute. Achei a temática interessante e tem um ponto a mais por ser de um autor brasileiro.

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  3. Que mês incrível você teve!
    Eu consegui realizar apenas quatro leituras que na sua maioria foram muito boas, mas, tiveram algumas decepções também.
    Dê livros que você leu quero ler Mônica Vai Jantar e O Impulso, que estão na minha lista de leitura desde o lançamento, mas, ainda não tive tempo e dinheiro para comprá-los, se tudo der certo em março vou lê-los e resenhá-los.
    Amei a sua listinha.

    Viviane Almeida
    Resenhas da Viviane

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  4. OI!!!
    Também faço isso lá no meu blog, gosto de saber o que li, se consegui bater a TBR, acabo descobrindo que alguma resenha ficou esquecida...Dos livros que citou não li nenhum... O apanhador no campo de centeio está na minha infinita lista.

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  5. Eu adoro saber o que as pessoas leram ou estão a ler... já fiz isso lá no blogue, mas parei. Das suas leituras, li apenas o Apanhador no campo de centeios. E das leituras que eu fiz, em janeiro, a melhor com certeza foi o livro de Eliane Brum... meus desacontecimentos. Maravilhoso. Leitura incrível.

    bacio

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