Imagens Estranhas, de Uketsu: um mistério japonês de um autor mais misterioso ainda

Antes mesmo de ler Imagens Estranhas, de Uketsu, o próprio autor já tinha despertado a minha curiosidade. Sua identidade é desconhecida e ele aparece publicamente usando uma máscara branca e roupas pretas. Foi justamente esse aspecto que me intrigou e me fez pesquisar mais sobre ele e, consequentemente, querer ler seu livro. Esta foi a minha primeira leitura de Uketsu e terminei Imagens Estranhas em apenas dois dias. Não conseguia parar de ler.

Bestiário, de Pablo Neruda: uma ode aos animais

Meu primeiro contato com Pablo Neruda aconteceu por causa de uma música do Chico Buarque. Há anos escuto o verso “devolva o Neruda que você me tomou e nunca leu” e sempre tive vontade de finalmente ter contato com a escrita deste poeta chileno. Agora, finalmente, tenho um Neruda. E espero que ninguém o tome de mim.

Resenha: Um defeito de cor (Ana Maria Gonçalves)

Ler "Um defeito de cor" foi uma jornada e tanto. Já tinha ouvido falar nele, mas conheci a obra mais profundamente em 2023, quando cursava uma disciplina isolada no mestrado de sociologia da UFPE, focada no pós-colonial. De lá para cá, muita coisa aconteceu: ingressei no mestrado da Fundaj, em que pesquisei decolonialidade e me formei mestra em sociologia esse ano. E só agora, nesta semana, finalmente fechei este livro.
 

Resenha: Como arruinar um casamento (Alison Espach)

Eu comecei a ouvir Como arruinar um casamento no ano passado, logo após assinar o Audible, buscando algo leve, sabe? Aquele "romancezinho" para relaxar nos ônibus de volta para casa. O título, que parece saído de um filme da sessão da tarde, sugere uma comédia romântica descompromissada, mas o que encontrei foi uma obra densa, profunda e absurdamente real sobre ser um adulto em crise.

Resenha: Deixe a morte morrer cedo e outros contos oníricos (Maria Anna Martins)

Uma das melhores coisas de trabalhar com literatura são as amizades que surgem no caminho. Conheci muita gente desde que comecei com o blog, e tive a oportunidade de ler diversos autores daqui da minha cidade, autores que conheci pessoalmente e com quem pude conversar sobre seus livros. Hoje venho aqui falar sobre Maria Anna, uma autora e amiga que escreve romances, fantasias e contos maravilhosos. "Deixe a morte morrer cedo e outros contos oníricos" reúne alguns deles, e tive o prazer de lê-los recentemente. 

Resenha: Devoradores de Estrelas (Andy Weir) + crítica do filme!

Já fazia um bom tempo que eu ouvia falar deste livro do Andy Weir, sempre com ótimas recomendações. Não sou uma grande leitora de ficção científica, mas quando vi que a trama ganharia uma adaptação para o cinema, e com o Ryan Gosling como protagonista, resolvi dar uma chance ao livro. Consegui ler a tempo de pegar ele no cinema, e hoje compartilho com vocês a minha opinião a respeito de ambas as produções. 

Resenha: Os sofrimentos do jovem Werther (Johann Wolfgang von Goethe)

Ler Os sofrimentos do jovem Werther mais de duzentos anos após sua publicação é um exercício de estranhamento. O romance que fez a Europa do século XVIII suspirar, vestir casacas azuis e amarelas e (supostamente) imitar o suicídio do protagonista hoje nos confronta com questões que Goethe talvez não tenha previsto, mas que estão latentes em cada página: o que há de tão fascinante e perigoso na figura de um homem que transforma a mulher amada em objeto de uma possessividade incontrolável?

Resenha: Sangue Raro (Lucas Santana)

Finalmente tô de volta no blog e cheia de novidades: 1. Concluí o meu mestrado !!! e 2. Mudei de apartamento! Nos últimos dois meses eu estive fora das redes sociais para me dedicar a tudo isso, mas agora que sou oficialmente uma mestra em Sociologia vou voltar a ter mais tempo para o blog. Sendo assim, hoje venho aqui pra resenhar uma das minhas últimas leituras de 2025, uma obra de Lucas Santana, que mora aqui em Recife, conheci através do meio literário e amo acompanhar.

Resenha: Memória de Menina (Annie Ernaux)

Memória de menina, de Annie Ernaux, me fez companhia nos últimos meses. Foi uma leitura que me acompanhou em uma viagem pelo litoral do Nordeste e se estendeu ao longo de dezembro, quase como se o próprio tempo da leitura dialogasse com o movimento de retorno e insistência que estrutura o livro. Publicado no Brasil pela editora Fósforo, o livro integra o vasto conjunto de textos "memorialísticos" da autora, e recebi em parceria com a editora.

A Empregada, de Freida McFadden: vale a pena ler?

Como fã de thrillers psicológicos, confesso que A empregada, de Freida McFadden, entrou no meu radar com certa desconfiança. Não apenas pelo sucesso estrondoso do livro, mas porque, ao ler a sinopse, já imaginei que estava diante de algo muito próximo de Verity, da Colleen Hoover. Um livro que também vai virar filme e que, apesar do hype, não me agradou nem um pouco. Ainda assim, resolvi dar uma chance à A empregada, e hoje falarei não só sobre o livro, mas também sobre o filme, que assisti hoje em primeira mão na cabine de imprensa, a convite da agência Espaço/Z.

Resenha: O bom mal (Samanta Schweblin)

Uma das coisas que mais me encanta na escrita de Samanta Schweblin é a capacidade dela de envolver o leitor de um jeito esquisito, curioso e ao mesmo tempo incômodo. Em O bom mal: contos reunidos, esse traço aparece ainda mais forte. A autora domina a narrativa breve com precisão, abrindo fissuras no cotidiano que deixam uma sombra inquietante passar.

Resenha: A amiga genial (Elena Ferrante)

Já faz alguns anos que tive meu primeiro contato com a escrita da misteriosa Elena Ferrante. Comecei com Dias de Abandono e, no ano passado, li A filha perdida, tendo este último me agradado muito. Daí comprei o box da tetralogia napolitana, que eu acredito ser o trabalho mais famoso da autora. Fiquei esperando um momento oportuno para começar, e aí veio a leitura conjunta organizada pela Mell Ferraz do Literature-se: a oportunidade perfeita! Li tão rápido que nem respeitei o cronograma, já emendando no segundo livro da tetralogia. Hoje venho então compartilhar as minhas impressões sobre A amiga genial.