Crítica: Coyote vs ACME (Por Kalil Vinicius)

Diferentemente de obras como Deadpool & Wolverine e Space Jam 2, que lidam com um catálogo vasto de conteúdos e escolhem fazer homenagens vazias aos ícones de suas marcas, Coyote vs. Acme sabe exatamente o que quer fazer e se destaca justamente por isso. Os personagens do universo Looney Tunes servem muito mais para compor a jornada do Coyote e de seu advogado, Kevin, do que para roubar a atenção para si. Há até uma sequência que resgata o traço antigo das animações do Coyote contra o Papa-Léguas, acompanhada por um humor melancólico: décadas se passaram, mas o personagem continua preso ao mesmo ciclo de tentar capturá-lo.

Crítica: Coração Partido (Por Kalil Vinicius)

Baseado no romance best-seller de Anna Jane, “Coração Partido” acompanha Polina, uma adolescente que tenta recomeçar a vida em uma nova cidade, mas logo se torna alvo de bullying na escola. Tudo muda quando Bars, o aluno mais temido e misterioso do colégio, oferece proteção em troca de que ela siga suas regras. O que começa como uma amizade de conveniência evolui para uma relação intensa e emocionalmente complexa, marcada por dependência, vulnerabilidade e uma crescente necessidade de pertencimento. Distante das fórmulas tradicionais do romance adolescente, o filme explora os limites entre afeto, controle e obsessão.

Crítica – Homem-Aranha: um novo dia

Enquanto os outros filmes sofriam com a conectividade exagerada do universo Marvel e com a direção básica de Jon Watts, que fugia do espetáculo, Homem-Aranha: Um Novo Dia busca retornar a um Homem-Aranha mais fiel e cinematográfico.
 

Crítica: O Convite

Em 2019, a atriz Olivia Wilde lançava seu primeiro filme, Booksmart, longa que acompanha duas amigas frustradas pela falta de experiências em festas e de uma vida social ativa durante o último ano do ensino médio. O filme se destacou pelo humor ácido, que remete ao besteirol Superbad, e pelo drama de amadurecimento que explora os efeitos de uma adolescência tardia. Em O Convite, dirigido por Olivia Wilde, Joe (Seth Rogen) e Angela (Olivia Wilde) são um casal preso à rotina. O relacionamento está à beira do colapso, mas as coisas podem mudar quando eles convidam casualmente os vizinhos Hawk (Edward Norton) e Piña (Penélope Cruz) para jantar.

Crítica: A Odisseia

A Odisseia é um poema épico atribuído a Homero que acompanha as aventuras do herói grego Odisseu (Matt Damon) em sua volta para casa após a Guerra de Troia. O guerreiro enfrenta criaturas míticas e deuses em sua jornada épica de retorno onde sua esposa Penélope (Anne Hathaway) o aguarda. O rei de Ítaca descreve sua trajetória esbarrando com seres como o Ciclope Polifemo, as sereias e a feiticeira/deusa Circe.

Crítica — A morte do demônio: em chamas

Olá pessoal, aqui é o Kalil, novo colunista de cinema do Janela Literária. Sou estudante de Cinema e Audiovisual na UFPE e desde criança sou apaixonado por filmes. Comecei minha cinefilia com os filmes do Homem-Aranha do Sam Raimi e desde então venho explorando diversos tipos de cinemas. Meu diretor favorito é o Hong Sang-Soo, adoro todos os gêneros cinematográficos, especialmente romance e ação. Escrevo desde 2020 para o meu perfil do Letterboxd, e estou muito empolgado para iniciar um novo capítulo como crítico no Janela Literária!

Crítica: Dia D

Quando um dos maiores cineastas vivos decide revisitar o gênero que ajudou a defini-lo, a expectativa é inevitavelmente alta. Steven Spielberg, responsável por clássicos como Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), E.T. – O Extraterrestre (1982) e Guerra dos Mundos (2005), volta a explorar os mistérios do universo e a existência de vida fora da Terra em Dia D (Disclosure Day, no original). O resultado? Um filme que, mesmo sem reinventar a roda, entrega uma experiência cinematográfica envolvente, divertida e com a marca registrada do diretor em cada frame.

A Empregada, de Freida McFadden: vale a pena ler?

Como fã de thrillers psicológicos, confesso que A empregada, de Freida McFadden, entrou no meu radar com certa desconfiança. Não apenas pelo sucesso estrondoso do livro, mas porque, ao ler a sinopse, já imaginei que estava diante de algo muito próximo de Verity, da Colleen Hoover. Um livro que também vai virar filme e que, apesar do hype, não me agradou nem um pouco. Ainda assim, resolvi dar uma chance à A empregada, e hoje falarei não só sobre o livro, mas também sobre o filme, que assisti hoje em primeira mão na cabine de imprensa, a convite da agência Espaço/Z.

O Ritual: mais um exorcismo americano

O Ritual (2025) tem como premissa relatar o caso de possessão demoníaca mais bem documentado da história. Logo nos primeiros segundos, o filme já afirma que sua trama é baseada em eventos reais, mais especificamente no exorcismo de Emma Schmidt, ocorrido em 1928, em um convento ao norte de Earling, Iowa. Trata-se do mesmo caso que teria servido de inspiração para o clássico O Exorcista (1973), e que agora ganha uma nova adaptação pelas mãos do diretor e roteirista David Midell.

Nas terras perdidas: uma nova história ou mais do mesmo?

Na última segunda-feira (14), tive uma oportunidade bem bacana de conferir em primeira mão essa nova adaptação de um conto de George R.R. Martin, à convite do Espaço Z (valeu!). A obra do autor mistura fantasia, magia e um contexto pós-apocalíptico. Mas será que o filme entrega tudo isso também? Bom... vamos por partes.

Mickey 17: uma ficção científica divertida, distópica e recheada de referências políticas

No dia 2 de abril eu finalmenteee assisti Mickey 17, lá no Cinemark, depois de um bom tempo desde sua estreia oficial. Confesso que fui movida por uma curiosidade dupla: queria muito ver Robert Pattinson nesse papel e estava especialmente intrigada pela direção de Bong Joon Ho, que assina o filme. As opiniões que ouvi antes da sessão estavam bem divididas — algumas pessoas se divertiram horrores, outras acharam o filme simplesmente “nada a ver”. E com uma nota que gira em torno dos 70% no Rotten Tomatoes, fui ao cinema tentando manter as expectativas no lugar.

Trilogia: A 5ª Onda

Quem aí curte ficção científica? Os fãs do gênero provavelmente já ouviram falar de A 5ª Onda, trilogia do autor Rick Yancey que teve o seu primeiro livro adaptado para o cinema. Lembro bem de ter ido conferir o filme na época em que foi lançado e ter curtido bastante a história. Entretanto, aqueles que leram o livro antes do filme sentiram que a adaptação não fez jus à obra original, que é um best-seller internacional e tem a sua história desenvolvida em mais duas obras.