Resenha: Vidas tardias (Brandon Taylor)

Ao ler as primeiras divulgações deste livro, um ponto me pareceu promissor: diziam que iria agradar os fãs de Sally Rooney. Apesar de da última vez que eu levei isso em conta para ler um livro a experiência ter sido ruim, resolvi dar uma chance a este que é o segundo romance do autor americano Brandon Taylor. 

Resenha: Cleópatra e Frankenstein (Coco Mellors)

Alguns livros têm a capacidade de nos capturar pela atmosfera que criam, e Cleópatra e Frankenstein, de Coco Mellors, é um exemplo disso. Publicado em 2022, o romance retrata as complexidades dos relacionamentos contemporâneos, ambientado na pulsante Nova York. Com um olhar sobre as escolhas e os tropeços da vida adulta, a obra promete diálogos relevantes e personagens marcantes, mas, ao longo da leitura, revela algumas limitações que tornam difícil criar um vínculo mais profundo com a história. Nesta resenha vou te contar um pouco mais das minhas impressões sobre o livro.

Resenha: Nossas Noites (Kent Haruf)

Alguns livros têm o poder de nos surpreender quando menos esperamos, e Nossas Noites, de Kent Haruf, foi exatamente isso para mim. Esquecido na minha estante por anos, ele me pegou de surpresa quando resolvi dar uma chance. E que surpresa boa!

Resenha: Sr. Loverman (Bernardine Evaristo)

Ler este livro sem conhecer a sinopse me trouxe boas surpresas, mas não haveria como resenhá-lo sem revelar algumas informações, mas que não são spoilers e de forma alguma comprometem a experiência de leitura. Foi a minha primeira leitura completa da Bernardine Evaristo ― anos atrás tentei ler "Garota, mulher, outras", mas não me conectei com a história naquele momento e decidi tentar novamente no futuro ― e neste post irei compartilhar as minhas impressões sobre Sr. Loverman. 

Resenha: A cor púrpura (Alice Walker)

Faz algumas semanas que quero escrever essa resenha, mas falar de "A cor púrpura" não é nada fácil. O livro me impactou muito, tanto que ainda não parei de pensar nele. Sua linguagem é simples, seu formato é fluído, mas ele é profundo, profundo de um jeito que nos marca. Hoje vou tentar reunir aqui os meus pensamentos sobre este clássico da autora americana Alice Walker. 

Resenha: Bunny (Mona Awad)

Eu gosto de obras que me deixam confusa, não vou negar. Gosto da sensação de não fazer ideia do que tá acontecendo ali, e ir lendo e lendo até descobrir, até conseguir entender alguma coisa. Bunny foi assim. Ainda não sei se esse livro foi uma viagem psicodélica ou um delírio da autora, mas do início ao fim ele me trouxe o sentimento de confusão. 

Resenha: A filha perdida (Elena Ferrante)

Tô de volta por aqui após algumas semanas bem agitadas pra falar de uma leitura que fiz nos últimos dias de calmaria das minhas férias, quando viajei para Porto de Galinhas. Eu sou dessas leitoras que gosta de combinar a leitura com o momento que estou vivendo, então escolhi ler A filha perdida enquanto estava na praia, já que o livro se passa no litoral italiano. Essa é a segunda obra que leio da Elena Ferrante, e finalmente vim aqui compartilhar minhas impressões.

Resenha: Crudo (Olivia Laing)

Tem livros que são apenas... diferentes. É o caso de Crudo, romance de estreia da Olivia Laing que foi muito bem avaliado lá em 2018 e desde então esteve na minha wishlist. Demorei um pouco para finalmente ler, mas foi uma experiência bem interessante que irei agora compartilhar com vocês. 

Resenha: Pança de Burro (Andrea Abreu)

Recentemente eu fiz uma limpa na minha estante, separando vários livros para doação e limitando os não lidos, que estavam se acumulando cada vez mais. Foi um ótimo exercício, e me fez rever as minhas prioridades de leitura. Dentre elas, emergiu Pança de Burro - ao ler a sinopse novamente, me dei conta de que era exatamente o tipo de leitura que eu estava querendo no momento, então fui lá e li.

Resenha: Will & Will (John Green e David Levithan)

John Green foi um autor que esteve presente em boa parte da minha adolescência, com seus livros que me evocaram muitas emoções naquela fase tão turbulenta. Vários foram resenhados aqui no blog, mas um que estava na minha estante há anos e eu nunca havia lido era Will & Will, que ele escreveu com o David Levithan. Há algumas semanas eu estava numa ressaca literária daquelas e achei que era um bom momento pra ler uma obra adolescente, e deu super certo! 

Resenha: Conversas entre amigos (Sally Rooney)

Após a leitura de outras duas obras da Sally Rooney, finalmente li o seu primeiro romance: Conversas entre amigos. Foi uma das minhas leituras de férias e uma companhia maravilhosa para os dias que passei na praia. Este grande sucesso da autora já foi adaptado para a TV e abaixo vou te contar o que achei dele. 

Resenha: É assim que acaba (Colleen Hoover)

Nos últimos anos foi sendo construído um hype enorme sobre a Colleen Hoover que será difícil de ser superado. A autora está sempre nas listas de mais vendidos, e teve seus livros favoritados por milhares de leitores. Há uns anos atrás li um de seus livros e gostei bastante da escrita da autora, mas resolvi começar 2023 lendo a sua obra mais famosa: É assim que acaba

Resenha: Tomates Verdes Fritos no Café da Parada do Apito (Fannie Flagg)

No geral, eu costumo gostar bastante de livros que misturam diferentes tempos dramáticos. Esse foi um dos elementos apelativos para mim em Tomates Verdes Fritos, obra da americana Fannie Flagg, além do fato de ele figurar na lista de favoritos de muita gente. Essa foi uma das minhas primeiras leituras desse ano e hoje irei compartilhar as minhas impressões sobre o livro.

Resenha: A autobiografia da minha mãe (Jamaica Kincaid)

Alguns livros têm o poder de nos fazer sair da zona de conforto, e isso pode acontecer por diversos motivos. No caso de Autobiografia da minha mãe, isso se deu através do estilo de escrita da autora. Neste livro não há diálogos nem capítulos, mas apenas páginas de texto corrido, quase como num fluxo de pensamento, mas que permeia diversos momentos do passado e do presente da protagonista.

Resenha: Blackout (Várias Autoras)

Na minha vivência como leitora, ler livros escritos por mais de um autor rendeu ótimas experiências. Acho esse um ótimo meio de conhecer o trabalho de autores que eu ainda não havia lido, o que acaba me fazendo buscar outros livros escritos por eles e me apresenta a novas possibilidades de leitura. Foi o caso de Blackout, um romance composto por seis histórias, escritas em conjunto pelas autoras Dhonielle Clayton, Tiffany D. Jackson, Nic Stone, Angie Thomas (a única que eu já conhecia), Ashley Woodfolk e Nicola Yoon. 

Resenha: Coração em Terapia (Karinne Amorim)

Karenina é uma jovem adulta que descobre na terapia um lugar seguro para trabalhar seus problemas (alguém aí se identifica?), e no livro Coração em Terapia acompanhamos as diversas fases deste processo. Narrado por ela em primeira pessoa de uma maneira bastante intimista, a obra remete a um diário que posteriormente descobrimos ser um livro sendo escrito pela própria protagonista. 

Resenha: Acorda pra vida, Chloe Brown (Talia Hibbert)

Fazia tempo que eu não pegava pra ler um livro com um hype tão alto. Só o que eu via nos canais brasileiros e de fora eram comentários sobre esse livro, em sua maioria positivos. Por conta disso, fiquei super animada pra ler logo quando recebi ele em parceria com a Companhia das Letras! Foi uma das minhas leituras deste mês de março e neste post vou te contar tudo o que achei deste livro.

Resenha: Os tais caquinhos (Natércia Pontes)

Um pai acumulador e duas filhas adolescentes, vivendo num apartamento caótico onde falta muita coisa. Esse é o contexto de Os tais caquinhos, primeiro romance da Natércia Pontes, autora que chegou à final do prêmio Jabuti com o livro de contos Copacabana Dreams. A história deste romance de formação é repleta de peculiaridades, mostrando as descobertas da adolescência em um contexto insólito.

Resenha: O apanhador no campo de centeio (J. D. Salinger)

Há livros que fazem parte de nossas vidas antes mesmo de lê-los. É o caso de O apanhador no campo de centeio, do qual eu ouvia falar desde a adolescência, sem nem saber sobre o quê ele tratava. O título me remetia a algo bucólico, com vibes de arcadismo... Mas nossa, como eu estava enganada! As vezes criamos umas ideias nada a ver com a pouca informação que temos, não é mesmo? Não é a toa que o livro é referenciado em As vantagens de ser invisível: assim como a obra do Stephen Chbosky, este clássico trata da adolescência de um garoto deprimido. Nesta resenha buscarei comentar um pouco desta história tão inovadora para a época e que inspirou tantas outras.

Resenha: O Retrato de Dorian Gray (Oscar Wilde)

No mês de agosto tive a chance de ler O Retrato de Dorian Gray na leitura conjunta organizada pela Mell Ferraz do Literature-se, e tive mais uma experiência incrível. Adquiri a edição da Biblioteca Azul, que apresenta o texto original sem censura da obra. Talvez você não saiba, mas este livro foi responsável por muitas desgraças na vida do Oscar Wilde - ele foi usado como prova de "indecência", o que era crime na época. Se tornou conhecimento geral que Wilde mantinha relações com outros homens, e o livro é visto como uma representação disto nas relações entre os personagens.