Quando um dos maiores cineastas vivos decide revisitar o gênero que ajudou a defini-lo, a expectativa é inevitavelmente alta. Steven Spielberg, responsável por clássicos como Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), E.T. – O Extraterrestre (1982) e Guerra dos Mundos (2005), volta a explorar os mistérios do universo e a existência de vida fora da Terra em Dia D (Disclosure Day, no original). O resultado? Um filme que, mesmo sem reinventar a roda, entrega uma experiência cinematográfica envolvente, divertida e com a marca registrada do diretor em cada frame.
Já fazia um bom tempo que eu ouvia falar deste livro do Andy Weir, sempre com ótimas recomendações. Não sou uma grande leitora de ficção científica, mas quando vi que a trama ganharia uma adaptação para o cinema, e com o Ryan Gosling como protagonista, resolvi dar uma chance ao livro. Consegui ler a tempo de pegar ele no cinema, e hoje compartilho com vocês a minha opinião a respeito de ambas as produções.
Resenha: Os sofrimentos do jovem Werther (Johann Wolfgang von Goethe)
Ler Os sofrimentos do jovem Werther mais de duzentos anos após sua publicação é um exercício de estranhamento. O romance que fez a Europa do século XVIII suspirar, vestir casacas azuis e amarelas e (supostamente) imitar o suicídio do protagonista hoje nos confronta com questões que Goethe talvez não tenha previsto, mas que estão latentes em cada página: o que há de tão fascinante e perigoso na figura de um homem que transforma a mulher amada em objeto de uma possessividade incontrolável?
Conscientização Digital: a coleção da Editora Trato que prepara escolas e famílias para a Educação Digital obrigatória e o novo ECA
O cenário da educação no Brasil passou por uma transformação significativa a partir de 2026. Você sabia que a educação digital se tornou obrigatória? É o que determina a Lei nº 14.533/2023, que instituiu a Política Nacional de Educação Digital, e o novo ECA Digital (Lei nº 15.211/25) , que entrou em vigor em março deste ano, estabelecendo novas regras para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente on-line.
Diante desse novo marco legal, surge um desafio crucial para escolas, educadores e famílias: como garantir que as crianças e adolescentes desenvolvam uma relação saudável, segura e ética com a tecnologia?
A virada de ano costuma vir acompanhada de listas: livros para ler, metas para bater, hábitos para mudar. Mas, ao olhar para o horizonte de 2026, a pergunta que ecoou na minha mente não foi "o que", mas "como". Diante de uma rotina cada vez mais mediada por notificações, senti a necessidade de silenciar o ruído externo para reencontrar a minha própria voz como leitora.
Memória de menina, de Annie Ernaux, me fez companhia nos últimos meses. Foi uma leitura que me acompanhou em uma viagem pelo litoral do Nordeste e se estendeu ao longo de dezembro, quase como se o próprio tempo da leitura dialogasse com o movimento de retorno e insistência que estrutura o livro. Publicado no Brasil pela editora Fósforo, o livro integra o vasto conjunto de textos "memorialísticos" da autora, e recebi em parceria com a editora.
Como fã de thrillers psicológicos, confesso que A empregada, de Freida McFadden, entrou no meu radar com certa desconfiança. Não apenas pelo sucesso estrondoso do livro, mas porque, ao ler a sinopse, já imaginei que estava diante de algo muito próximo de Verity, da Colleen Hoover. Um livro que também vai virar filme e que, apesar do hype, não me agradou nem um pouco. Ainda assim, resolvi dar uma chance à A empregada, e hoje falarei não só sobre o livro, mas também sobre o filme, que assisti hoje em primeira mão na cabine de imprensa, a convite da agência Espaço/Z.
Guest post: Estratégias para maximizar o lucro ao adquirir jaquetas jeans | Strategies to Maximize Profit When Sourcing Bulk Denim Jackets
Lamparina: a nova newsletter da Fósforo para quem ama clubes de leitura
Se você faz parte de um clube do livro, ou mesmo se é quem puxa as conversas, organiza as reuniões e pensa nas próximas leituras, saiba que a Fósforo tem uma novidade feita sob medida para você: a Lamparina, sua nova newsletter trimestral, criada especialmente para organizadores e mediadores de clubes de leitura.
Machado de Assis e John Berger: animais, humanidade e crítica ao antropocentrismo
Enquanto leitora, gosto de buscar conexões entre as obras que me acompanham. É um exercício que amplia a experiência e nos faz olhar para os livros de outra forma. Neste post, proponho um diálogo entre a coletânea de contos Na Arca, de Machado de Assis, e Por que olhar os animais?, de John Berger. As duas obras, publicadas pela Fósforo Editora, cada uma de sua maneira, tratam de um mesmo tema: a complexa relação entre humanos e animais.
Já faz alguns anos que tive meu primeiro contato com a escrita da misteriosa Elena Ferrante. Comecei com Dias de Abandono e, no ano passado, li A filha perdida, tendo este último me agradado muito. Daí comprei o box da tetralogia napolitana, que eu acredito ser o trabalho mais famoso da autora. Fiquei esperando um momento oportuno para começar, e aí veio a leitura conjunta organizada pela Mell Ferraz do Literature-se: a oportunidade perfeita! Li tão rápido que nem respeitei o cronograma, já emendando no segundo livro da tetralogia. Hoje venho então compartilhar as minhas impressões sobre A amiga genial.
Nos últimos meses decidi catalogar meus livros de uma forma diferente. Sempre usei aplicativos para acompanhar leituras, mas percebi que eles entregavam estatísticas limitadas e pouco flexíveis. Criei então uma planilha própria, onde registrei dados da minha biblioteca pessoal e pude manipular as informações livremente. O processo, que começou como uma tentativa de organização, acabou revelando fatos interessantes sobre o meu hábito de leitura.
Frida Kahlo é, sem dúvidas, uma das figuras mais reconhecíveis na cultura pop. Sua imagem atravessou o tempo e se fixou no imaginário coletivo como símbolo de resistência, de arte visceral, de dor transformada em linguagem. Ainda assim, mesmo com tantos livros, filmes e exposições dedicados à sua trajetória, sempre parece haver algo mais a descobrir. Foi isso que senti ao ler Frida Kahlo: uma biografia, da artista espanhola María Hesse.
O Ritual (2025) tem como premissa relatar o caso de possessão demoníaca mais bem documentado da história. Logo nos primeiros segundos, o filme já afirma que sua trama é baseada em eventos reais, mais especificamente no exorcismo de Emma Schmidt, ocorrido em 1928, em um convento ao norte de Earling, Iowa. Trata-se do mesmo caso que teria servido de inspiração para o clássico O Exorcista (1973), e que agora ganha uma nova adaptação pelas mãos do diretor e roteirista David Midell.
Em 25 de julho celebramos o Dia Nacional do Escritor, data criada oficialmente em 1960, motivada pela realização do I Festival do Escritor Brasileiro, promovido pela União Brasileira de Escritores (UBE). Desde então, o dia passou a ser dedicado à valorização de quem transforma a palavra em ofício, arte, memória e crítica; e que, com sua escrita, constrói mundos, questiona estruturas e conecta pessoas.
Para celebrar essa data, selecionei cinco autores do Nordeste que têm se destacado na literatura contemporânea. Eles transitam por gêneros como horror, fantasia, romance, poesia e narrativa urbana, sempre trazendo olhares originais e narrativas envolventes. São vozes diversas que merecem ser conhecidas, lidas e apreciadas!
Ao ler as primeiras divulgações deste livro, um ponto me pareceu promissor: diziam que iria agradar os fãs de Sally Rooney. Apesar de da última vez que eu levei isso em conta para ler um livro a experiência ter sido ruim, resolvi dar uma chance a este que é o segundo romance do autor americano Brandon Taylor.
Como fã de longa data do universo de Jogos Vorazes, garanti minha edição de Amanhecer na Colheita ainda na pré-venda e comecei a leitura assim que pude. Levei um tempo para vir escrever sobre ele aqui no blog, mas isso não significa ter ficado desinformada sobre as novidades que envolvem o livro. Nesse intervalo, fui me animando com as notícias sobre a adaptação cinematográfica da obra, prevista para estrear em 20 de novembro de 2026.