Crítica: O bosque selvagem (por Kalil Vinicius)

A história acompanha a adolescente determinada Prue McKeel, que embarca em uma missão desesperada de resgate depois que seu irmão caçula é sequestrado por um bando de corvos. Acompanhada por seu colega de classe desajeitado, mas leal, Curtis Mehlberg, Prue navega por um mundo habitado por animais falantes, bandidos e figuras poderosas movidas pela dor e pela ambição.

Resenha: Natureza, cultura e desigualdades (Thomas Piketty)

Considerando o tempo em que vivemos, acho que mais do que nunca é preciso buscar entender o cenário econômico, político e social através de autores que debatem a desigualdade nos mais diversos lugares do mundo. Aqui temos um economista francês, Thomas Piketty, falando do que ele chama de países "desigualitários", na defesa de um "socialismo participativo, democrático e ecológico" (p. 11). Mas será que ele consegue trazer algo novo para essa discussão? 

Crítica: Zona Zero (por Kalil Vinicius)

Me encontro envergonhado por não ter assistido ainda o clássico de Romero, pai do cinema de zumbis, “Despertar dos Mortos”. Assisti ao bom remake, Dawn of the Dead, feito pelo Zack Snyder, mas nunca cheguei a ver o original. Ainda assim, a presença do shopping persevera Romero e se encontra em Snyder, vai até The Last of Us, e aparece novamente aqui em Colony (Zona Zero, na tradução brasileira). E porque começar esse texto com um filme que eu não vi? Porque mesmo sem ver, reconheço a obsessão em Romero, ou melhor, a obsessão pelo shopping, que nos leva a obsessão pelas imagens.

Resenha: O homem duplicado (José Saramago)

O que você faria se descobrisse que existe alguém exatamente igual a você? Como reagiria ao saber que uma pessoa com a sua aparência vive por aí, sem que vocês sequer se conheçam? Essa é a situação que José Saramago apresenta em O homem duplicado, romance que acompanha Tertuliano Máximo Afonso, um professor de História que descobre ter um sósia ao assistir a um filme.

Crítica: Digger (por Kalil Vinicius)

Quando vi o trailer desse filme em uma sessão de cinema, fiquei com o pé atrás. Me parecia só mais um daqueles filmes Oscar Bait que estava mais interessado em vender o seu valor de produção, suas atuações cheias de monólogos exagerados e pretensiosos, e seus astros do cinema para o Oscar. E no fim… este foi exatamente o caso de Digger, novo filme do diretor Alejandro González Iñárritu. Só que existe um porém… 

Eternizando memórias com fotolivros

Há algo de especial em poder pegar uma fotografia nas mãos. A gente passa tanto tempo guardando momentos na galeria do celular que, de vez em quando, é bom lembrar que algumas memórias merecem sair da tela e ganhar um lugar na estante. Foi pensando nisso que comecei a fazer meus próprios álbuns de fotos. Hoje tenho dois fotolivros da FotoRegistro que são especialmente importantes para mim: um com as fotos do meu casamento, de 2022, e outro com registros de uma viagem ao Rio de Janeiro, em 2024. E uma das coisas que mais gosto nesses álbuns é justamente poder voltar a eles de um jeito diferente de simplesmente abrir uma pasta no celular.

Imagens Estranhas, de Uketsu: um mistério japonês de um autor mais misterioso ainda

Antes mesmo de ler Imagens Estranhas, de Uketsu, o próprio autor já tinha despertado a minha curiosidade. Sua identidade é desconhecida e ele aparece publicamente usando uma máscara branca e roupas pretas. Foi justamente esse aspecto que me intrigou e me fez pesquisar mais sobre ele e, consequentemente, querer ler seu livro. Esta foi a minha primeira leitura de Uketsu e terminei Imagens Estranhas em apenas dois dias. Não conseguia parar de ler.

Crítica: Coyote vs ACME (Por Kalil Vinicius)

Diferentemente de obras como Deadpool & Wolverine e Space Jam 2, que lidam com um catálogo vasto de conteúdos e escolhem fazer homenagens vazias aos ícones de suas marcas, Coyote vs. Acme sabe exatamente o que quer fazer e se destaca justamente por isso. Os personagens do universo Looney Tunes servem muito mais para compor a jornada do Coyote e de seu advogado, Kevin, do que para roubar a atenção para si. Há até uma sequência que resgata o traço antigo das animações do Coyote contra o Papa-Léguas, acompanhada por um humor melancólico: décadas se passaram, mas o personagem continua preso ao mesmo ciclo de tentar capturá-lo.

Crítica: Coração Partido (Por Kalil Vinicius)

Baseado no romance best-seller de Anna Jane, “Coração Partido” acompanha Polina, uma adolescente que tenta recomeçar a vida em uma nova cidade, mas logo se torna alvo de bullying na escola. Tudo muda quando Bars, o aluno mais temido e misterioso do colégio, oferece proteção em troca de que ela siga suas regras. O que começa como uma amizade de conveniência evolui para uma relação intensa e emocionalmente complexa, marcada por dependência, vulnerabilidade e uma crescente necessidade de pertencimento. Distante das fórmulas tradicionais do romance adolescente, o filme explora os limites entre afeto, controle e obsessão.

Resenha: Um defeito de cor (Ana Maria Gonçalves)

Ler "Um defeito de cor" foi uma jornada e tanto. Já tinha ouvido falar nele, mas conheci a obra mais profundamente em 2023, quando cursava uma disciplina isolada no mestrado de sociologia da UFPE, focada no pós-colonial. De lá para cá, muita coisa aconteceu: ingressei no mestrado da Fundaj, em que pesquisei decolonialidade e me formei mestra em sociologia esse ano. E só agora, nesta semana, finalmente fechei este livro.
 

Crítica: O Convite

Em 2019, a atriz Olivia Wilde lançava seu primeiro filme, Booksmart, longa que acompanha duas amigas frustradas pela falta de experiências em festas e de uma vida social ativa durante o último ano do ensino médio. O filme se destacou pelo humor ácido, que remete ao besteirol Superbad, e pelo drama de amadurecimento que explora os efeitos de uma adolescência tardia. Em O Convite, dirigido por Olivia Wilde, Joe (Seth Rogen) e Angela (Olivia Wilde) são um casal preso à rotina. O relacionamento está à beira do colapso, mas as coisas podem mudar quando eles convidam casualmente os vizinhos Hawk (Edward Norton) e Piña (Penélope Cruz) para jantar.

Resenha: Como arruinar um casamento (Alison Espach)

Eu comecei a ouvir Como arruinar um casamento no ano passado, logo após assinar o Audible, buscando algo leve, sabe? Aquele "romancezinho" para relaxar nos ônibus de volta para casa. O título, que parece saído de um filme da sessão da tarde, sugere uma comédia romântica descompromissada, mas o que encontrei foi uma obra densa, profunda e absurdamente real sobre ser um adulto em crise.

Crítica: A Odisseia

A Odisseia é um poema épico atribuído a Homero que acompanha as aventuras do herói grego Odisseu (Matt Damon) em sua volta para casa após a Guerra de Troia. O guerreiro enfrenta criaturas míticas e deuses em sua jornada épica de retorno onde sua esposa Penélope (Anne Hathaway) o aguarda. O rei de Ítaca descreve sua trajetória esbarrando com seres como o Ciclope Polifemo, as sereias e a feiticeira/deusa Circe.

Crítica — A morte do demônio: em chamas

Olá pessoal, aqui é o Kalil, novo colunista de cinema do Janela Literária. Sou estudante de Cinema e Audiovisual na UFPE e desde criança sou apaixonado por filmes. Comecei minha cinefilia com os filmes do Homem-Aranha do Sam Raimi e desde então venho explorando diversos tipos de cinemas. Meu diretor favorito é o Hong Sang-Soo, adoro todos os gêneros cinematográficos, especialmente romance e ação. Escrevo desde 2020 para o meu perfil do Letterboxd, e estou muito empolgado para iniciar um novo capítulo como crítico no Janela Literária!

Resenha: Deixe a morte morrer cedo e outros contos oníricos (Maria Anna Martins)

Uma das melhores coisas de trabalhar com literatura são as amizades que surgem no caminho. Conheci muita gente desde que comecei com o blog, e tive a oportunidade de ler diversos autores daqui da minha cidade, autores que conheci pessoalmente e com quem pude conversar sobre seus livros. Hoje venho aqui falar sobre Maria Anna, uma autora e amiga que escreve romances, fantasias e contos maravilhosos. "Deixe a morte morrer cedo e outros contos oníricos" reúne alguns deles, e tive o prazer de lê-los recentemente. 

Crítica: Dia D

Quando um dos maiores cineastas vivos decide revisitar o gênero que ajudou a defini-lo, a expectativa é inevitavelmente alta. Steven Spielberg, responsável por clássicos como Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), E.T. – O Extraterrestre (1982) e Guerra dos Mundos (2005), volta a explorar os mistérios do universo e a existência de vida fora da Terra em Dia D (Disclosure Day, no original). O resultado? Um filme que, mesmo sem reinventar a roda, entrega uma experiência cinematográfica envolvente, divertida e com a marca registrada do diretor em cada frame.