Ler Os sofrimentos do jovem Werther mais de duzentos anos após sua publicação é um exercício de estranhamento. O romance que fez a Europa do século XVIII suspirar, vestir casacas azuis e amarelas e (supostamente) imitar o suicídio do protagonista hoje nos confronta com questões que Goethe talvez não tenha previsto, mas que estão latentes em cada página: o que há de tão fascinante e perigoso na figura de um homem que transforma a mulher amada em objeto de uma possessividade incontrolável?
Conscientização Digital: a coleção da Editora Trato que prepara escolas e famílias para a Educação Digital obrigatória e o novo ECA
O cenário da educação no Brasil passou por uma transformação significativa a partir de 2026. Você sabia que a educação digital se tornou obrigatória? É o que determina a Lei nº 14.533/2023, que instituiu a Política Nacional de Educação Digital, e o novo ECA Digital (Lei nº 15.211/25) , que entrou em vigor em março deste ano, estabelecendo novas regras para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente on-line.
Diante desse novo marco legal, surge um desafio crucial para escolas, educadores e famílias: como garantir que as crianças e adolescentes desenvolvam uma relação saudável, segura e ética com a tecnologia?
A virada de ano costuma vir acompanhada de listas: livros para ler, metas para bater, hábitos para mudar. Mas, ao olhar para o horizonte de 2026, a pergunta que ecoou na minha mente não foi "o que", mas "como". Diante de uma rotina cada vez mais mediada por notificações, senti a necessidade de silenciar o ruído externo para reencontrar a minha própria voz como leitora.
Memória de menina, de Annie Ernaux, me fez companhia nos últimos meses. Foi uma leitura que me acompanhou em uma viagem pelo litoral do Nordeste e se estendeu ao longo de dezembro, quase como se o próprio tempo da leitura dialogasse com o movimento de retorno e insistência que estrutura o livro. Publicado no Brasil pela editora Fósforo, o livro integra o vasto conjunto de textos "memorialísticos" da autora, e recebi em parceria com a editora.
Como fã de thrillers psicológicos, confesso que A empregada, de Freida McFadden, entrou no meu radar com certa desconfiança. Não apenas pelo sucesso estrondoso do livro, mas porque, ao ler a sinopse, já imaginei que estava diante de algo muito próximo de Verity, da Colleen Hoover. Um livro que também vai virar filme e que, apesar do hype, não me agradou nem um pouco. Ainda assim, resolvi dar uma chance à A empregada, e hoje falarei não só sobre o livro, mas também sobre o filme, que assisti hoje em primeira mão na cabine de imprensa, a convite da agência Espaço/Z.
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Lamparina: a nova newsletter da Fósforo para quem ama clubes de leitura
Se você faz parte de um clube do livro, ou mesmo se é quem puxa as conversas, organiza as reuniões e pensa nas próximas leituras, saiba que a Fósforo tem uma novidade feita sob medida para você: a Lamparina, sua nova newsletter trimestral, criada especialmente para organizadores e mediadores de clubes de leitura.
Machado de Assis e John Berger: animais, humanidade e crítica ao antropocentrismo
Enquanto leitora, gosto de buscar conexões entre as obras que me acompanham. É um exercício que amplia a experiência e nos faz olhar para os livros de outra forma. Neste post, proponho um diálogo entre a coletânea de contos Na Arca, de Machado de Assis, e Por que olhar os animais?, de John Berger. As duas obras, publicadas pela Fósforo Editora, cada uma de sua maneira, tratam de um mesmo tema: a complexa relação entre humanos e animais.
Já faz alguns anos que tive meu primeiro contato com a escrita da misteriosa Elena Ferrante. Comecei com Dias de Abandono e, no ano passado, li A filha perdida, tendo este último me agradado muito. Daí comprei o box da tetralogia napolitana, que eu acredito ser o trabalho mais famoso da autora. Fiquei esperando um momento oportuno para começar, e aí veio a leitura conjunta organizada pela Mell Ferraz do Literature-se: a oportunidade perfeita! Li tão rápido que nem respeitei o cronograma, já emendando no segundo livro da tetralogia. Hoje venho então compartilhar as minhas impressões sobre A amiga genial.
Nos últimos meses decidi catalogar meus livros de uma forma diferente. Sempre usei aplicativos para acompanhar leituras, mas percebi que eles entregavam estatísticas limitadas e pouco flexíveis. Criei então uma planilha própria, onde registrei dados da minha biblioteca pessoal e pude manipular as informações livremente. O processo, que começou como uma tentativa de organização, acabou revelando fatos interessantes sobre o meu hábito de leitura.
Frida Kahlo é, sem dúvidas, uma das figuras mais reconhecíveis na cultura pop. Sua imagem atravessou o tempo e se fixou no imaginário coletivo como símbolo de resistência, de arte visceral, de dor transformada em linguagem. Ainda assim, mesmo com tantos livros, filmes e exposições dedicados à sua trajetória, sempre parece haver algo mais a descobrir. Foi isso que senti ao ler Frida Kahlo: uma biografia, da artista espanhola María Hesse.
O Ritual (2025) tem como premissa relatar o caso de possessão demoníaca mais bem documentado da história. Logo nos primeiros segundos, o filme já afirma que sua trama é baseada em eventos reais, mais especificamente no exorcismo de Emma Schmidt, ocorrido em 1928, em um convento ao norte de Earling, Iowa. Trata-se do mesmo caso que teria servido de inspiração para o clássico O Exorcista (1973), e que agora ganha uma nova adaptação pelas mãos do diretor e roteirista David Midell.
Em 25 de julho celebramos o Dia Nacional do Escritor, data criada oficialmente em 1960, motivada pela realização do I Festival do Escritor Brasileiro, promovido pela União Brasileira de Escritores (UBE). Desde então, o dia passou a ser dedicado à valorização de quem transforma a palavra em ofício, arte, memória e crítica; e que, com sua escrita, constrói mundos, questiona estruturas e conecta pessoas.
Para celebrar essa data, selecionei cinco autores do Nordeste que têm se destacado na literatura contemporânea. Eles transitam por gêneros como horror, fantasia, romance, poesia e narrativa urbana, sempre trazendo olhares originais e narrativas envolventes. São vozes diversas que merecem ser conhecidas, lidas e apreciadas!
Ao ler as primeiras divulgações deste livro, um ponto me pareceu promissor: diziam que iria agradar os fãs de Sally Rooney. Apesar de da última vez que eu levei isso em conta para ler um livro a experiência ter sido ruim, resolvi dar uma chance a este que é o segundo romance do autor americano Brandon Taylor.
Como fã de longa data do universo de Jogos Vorazes, garanti minha edição de Amanhecer na Colheita ainda na pré-venda e comecei a leitura assim que pude. Levei um tempo para vir escrever sobre ele aqui no blog, mas isso não significa ter ficado desinformada sobre as novidades que envolvem o livro. Nesse intervalo, fui me animando com as notícias sobre a adaptação cinematográfica da obra, prevista para estrear em 20 de novembro de 2026.
Saidiya Hartman: reescrevendo histórias silenciadas com fabulação crítica
A boba da corte, novo livro de Tati Bernardi, é uma leitura que desperta sentimentos ambíguos. Com seu estilo ácido e confessional, a autora se desnuda em relatos que misturam humor, melancolia e um certo desespero silencioso diante do mundo que habita: a elite econômica e cultural de São Paulo. Ao longo das páginas, Tati compartilha episódios que vão do cotidiano banal a reflexões existenciais atravessadas por angústias muito particulares — mas que, ao mesmo tempo, ressoam em quem também já se sentiu deslocado em espaços de poder.
Na última segunda-feira (14), tive uma oportunidade bem bacana de conferir em primeira mão essa nova adaptação de um conto de George R.R. Martin, à convite do Espaço Z (valeu!). A obra do autor mistura fantasia, magia e um contexto pós-apocalíptico. Mas será que o filme entrega tudo isso também? Bom... vamos por partes.