Resenha: Os sofrimentos do jovem Werther (Johann Wolfgang von Goethe)

Ler Os sofrimentos do jovem Werther mais de duzentos anos após sua publicação é um exercício de estranhamento. O romance que fez a Europa do século XVIII suspirar, vestir casacas azuis e amarelas e (supostamente) imitar o suicídio do protagonista hoje nos confronta com questões que Goethe talvez não tenha previsto, mas que estão latentes em cada página: o que há de tão fascinante e perigoso na figura de um homem que transforma a mulher amada em objeto de uma possessividade incontrolável?

Conscientização Digital: a coleção da Editora Trato que prepara escolas e famílias para a Educação Digital obrigatória e o novo ECA

O cenário da educação no Brasil passou por uma transformação significativa a partir de 2026. Você sabia que a educação digital se tornou obrigatória? É o que determina a Lei nº 14.533/2023, que instituiu a Política Nacional de Educação Digital, e o novo ECA Digital (Lei nº 15.211/25) , que entrou em vigor em março deste ano, estabelecendo novas regras para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente on-line.

Diante desse novo marco legal, surge um desafio crucial para escolas, educadores e famílias: como garantir que as crianças e adolescentes desenvolvam uma relação saudável, segura e ética com a tecnologia?

Resenha: Sangue Raro (Lucas Santana)

Finalmente tô de volta no blog e cheia de novidades: 1. Concluí o meu mestrado !!! e 2. Mudei de apartamento! Nos últimos dois meses eu estive fora das redes sociais para me dedicar a tudo isso, mas agora que sou oficialmente uma mestra em Sociologia vou voltar a ter mais tempo para o blog. Sendo assim, hoje venho aqui pra resenhar uma das minhas últimas leituras de 2025, uma obra de Lucas Santana, que mora aqui em Recife, conheci através do meio literário e amo acompanhar.

Resenha: Memória de Menina (Annie Ernaux)

Memória de menina, de Annie Ernaux, me fez companhia nos últimos meses. Foi uma leitura que me acompanhou em uma viagem pelo litoral do Nordeste e se estendeu ao longo de dezembro, quase como se o próprio tempo da leitura dialogasse com o movimento de retorno e insistência que estrutura o livro. Publicado no Brasil pela editora Fósforo, o livro integra o vasto conjunto de textos "memorialísticos" da autora, e recebi em parceria com a editora.

Resenha: A empregada (Freida McFadden) + crítica do filme!

Como fã de thrillers psicológicos, confesso que A empregada, de Freida McFadden, entrou no meu radar com certa desconfiança. Não apenas pelo sucesso estrondoso do livro, mas porque, ao ler a sinopse, já imaginei que estava diante de algo muito próximo de Verity, da Colleen Hoover. Um livro que também vai virar filme e que, apesar do hype, não me agradou nem um pouco. Ainda assim, resolvi dar uma chance à A empregada, e hoje falarei não só sobre o livro, mas também sobre o filme, que assisti hoje em primeira mão na cabine de imprensa, a convite da agência Espaço/Z.

Guest post: Estratégias para maximizar o lucro ao adquirir jaquetas jeans | Strategies to Maximize Profit When Sourcing Bulk Denim Jackets

As proprietárias e os proprietários de boutiques sabem que jaquetas jeans são best-sellers ao longo do ano. Este é um daqueles produtos versáteis e estilosos o bastante para atravessar todas as tendências sazonais. Ainda assim, existem maneiras eficientes para que boutiques maximizem seus lucros ao comprar jaquetas jeans em grande quantidade e denim de alta qualidade.

Machado de Assis e John Berger: animais, humanidade e crítica ao antropocentrismo

Enquanto leitora, gosto de buscar conexões entre as obras que me acompanham. É um exercício que amplia a experiência e nos faz olhar para os livros de outra forma. Neste post, proponho um diálogo entre a coletânea de contos Na Arca, de Machado de Assis, e  Por que olhar os animais?, de John Berger. As duas obras, publicadas pela Fósforo Editora, cada uma de sua maneira, tratam de um mesmo tema: a complexa relação entre humanos e animais.

Resenha: A amiga genial (Elena Ferrante)

Já faz alguns anos que tive meu primeiro contato com a escrita da misteriosa Elena Ferrante. Comecei com Dias de Abandono e, no ano passado, li A filha perdida, tendo este último me agradado muito. Daí comprei o box da tetralogia napolitana, que eu acredito ser o trabalho mais famoso da autora. Fiquei esperando um momento oportuno para começar, e aí veio a leitura conjunta organizada pela Mell Ferraz do Literature-se: a oportunidade perfeita! Li tão rápido que nem respeitei o cronograma, já emendando no segundo livro da tetralogia. Hoje venho então compartilhar as minhas impressões sobre A amiga genial.

O que eu descobri ao catalogar todos os meus livros

Nos últimos meses decidi catalogar meus livros de uma forma diferente. Sempre usei aplicativos para acompanhar leituras, mas percebi que eles entregavam estatísticas limitadas e pouco flexíveis. Criei então uma planilha própria, onde registrei dados da minha biblioteca pessoal e pude manipular as informações livremente. O processo, que começou como uma tentativa de organização, acabou revelando fatos interessantes sobre o meu hábito de leitura. 

Frida Kahlo: Uma Biografia (María Hesse)

Frida Kahlo é, sem dúvidas, uma das figuras mais reconhecíveis na cultura pop. Sua imagem atravessou o tempo e se fixou no imaginário coletivo como símbolo de resistência, de arte visceral, de dor transformada em linguagem. Ainda assim, mesmo com tantos livros, filmes e exposições dedicados à sua trajetória, sempre parece haver algo mais a descobrir. Foi isso que senti ao ler Frida Kahlo: uma biografia, da artista espanhola María Hesse.

O Ritual: mais um exorcismo americano

O Ritual (2025) tem como premissa relatar o caso de possessão demoníaca mais bem documentado da história. Logo nos primeiros segundos, o filme já afirma que sua trama é baseada em eventos reais, mais especificamente no exorcismo de Emma Schmidt, ocorrido em 1928, em um convento ao norte de Earling, Iowa. Trata-se do mesmo caso que teria servido de inspiração para o clássico O Exorcista (1973), e que agora ganha uma nova adaptação pelas mãos do diretor e roteirista David Midell.

Dia do Escritor: 5 autores para conhecer e celebrar

Em 25 de julho celebramos o Dia Nacional do Escritor, data criada oficialmente em 1960, motivada pela realização do I Festival do Escritor Brasileiro, promovido pela União Brasileira de Escritores (UBE).  Desde então, o dia passou a ser dedicado à valorização de quem transforma a palavra em ofício, arte, memória e crítica; e que, com sua escrita, constrói mundos, questiona estruturas e conecta pessoas.

Para celebrar essa data, selecionei cinco autores do Nordeste que têm se destacado na literatura contemporânea. Eles transitam por gêneros como horror, fantasia, romance, poesia e narrativa urbana, sempre trazendo olhares originais e narrativas envolventes. São vozes diversas que merecem ser conhecidas, lidas e apreciadas!

Resenha: Amanhecer na Colheita (Suzanne Collins)

Como fã de longa data do universo de Jogos Vorazes, garanti minha edição de Amanhecer na Colheita ainda na pré-venda e comecei a leitura assim que pude. Levei um tempo para vir escrever sobre ele aqui no blog, mas isso não significa ter ficado desinformada sobre as novidades que envolvem o livro. Nesse intervalo, fui me animando com as notícias sobre a adaptação cinematográfica da obra, prevista para estrear em 20 de novembro de 2026

Saidiya Hartman: reescrevendo histórias silenciadas com fabulação crítica

Nem tudo que foi vivido virou documento. E, muitas vezes, o que chegou até nós veio distorcido, incompleto, contado pelos olhos de quem detinha o poder. Como resgatar, então, as histórias de quem foi sistematicamente silenciado? Como recontar vidas que só aparecem no arquivo como mercadoria, estatística ou dano? É nesse terreno, entre o apagamento e a memória, que se move a obra potente de Saidiya Hartman.

Resenha: A boba da corte (Tati Bernardi)

A boba da corte, novo livro de Tati Bernardi, é uma leitura que desperta sentimentos ambíguos. Com seu estilo ácido e confessional, a autora se desnuda em relatos que misturam humor, melancolia e um certo desespero silencioso diante do mundo que habita: a elite econômica e cultural de São Paulo. Ao longo das páginas, Tati compartilha episódios que vão do cotidiano banal a reflexões existenciais atravessadas por angústias muito particulares — mas que, ao mesmo tempo, ressoam em quem também já se sentiu deslocado em espaços de poder.