Há algo de especial em poder pegar uma fotografia nas mãos. A gente passa tanto tempo guardando momentos na galeria do celular que, de vez em quando, é bom lembrar que algumas memórias merecem sair da tela e ganhar um lugar na estante. Foi pensando nisso que comecei a fazer meus próprios álbuns de fotos. Hoje tenho dois fotolivros da FotoRegistro que são especialmente importantes para mim: um com as fotos do meu casamento, de 2022, e outro com registros de uma viagem ao Rio de Janeiro, em 2024. E uma das coisas que mais gosto nesses álbuns é justamente poder voltar a eles de um jeito diferente de simplesmente abrir uma pasta no celular.
Imagens Estranhas, de Uketsu: um mistério japonês de um autor mais misterioso ainda
Antes mesmo de ler Imagens Estranhas, de Uketsu, o próprio autor já tinha despertado a minha curiosidade. Sua identidade é desconhecida e ele aparece publicamente usando uma máscara branca e roupas pretas. Foi justamente esse aspecto que me intrigou e me fez pesquisar mais sobre ele e, consequentemente, querer ler seu livro. Esta foi a minha primeira leitura de Uketsu e terminei Imagens Estranhas em apenas dois dias. Não conseguia parar de ler.
Baseado no romance best-seller de Anna Jane, “Coração Partido” acompanha Polina, uma adolescente que tenta recomeçar a vida em uma nova cidade, mas logo se torna alvo de bullying na escola. Tudo muda quando Bars, o aluno mais temido e misterioso do colégio, oferece proteção em troca de que ela siga suas regras. O que começa como uma amizade de conveniência evolui para uma relação intensa e emocionalmente complexa, marcada por dependência, vulnerabilidade e uma crescente necessidade de pertencimento. Distante das fórmulas tradicionais do romance adolescente, o filme explora os limites entre afeto, controle e obsessão.
Em 2019, a atriz Olivia Wilde lançava seu primeiro filme, Booksmart, longa que acompanha duas amigas frustradas pela falta de experiências em festas e de uma vida social ativa durante o último ano do ensino médio. O filme se destacou pelo humor ácido, que remete ao besteirol Superbad, e pelo drama de amadurecimento que explora os efeitos de uma adolescência tardia. Em O Convite, dirigido por Olivia Wilde, Joe (Seth Rogen) e Angela (Olivia Wilde) são um casal preso à rotina. O relacionamento está à beira do colapso, mas as coisas podem mudar quando eles convidam casualmente os vizinhos Hawk (Edward Norton) e Piña (Penélope Cruz) para jantar.
Eu comecei a ouvir Como arruinar um casamento no ano passado, logo após assinar o Audible, buscando algo leve, sabe? Aquele "romancezinho" para relaxar nos ônibus de volta para casa. O título, que parece saído de um filme da sessão da tarde, sugere uma comédia romântica descompromissada, mas o que encontrei foi uma obra densa, profunda e absurdamente real sobre ser um adulto em crise.
A Odisseia é um poema épico atribuído a Homero que acompanha as aventuras do herói grego Odisseu (Matt Damon) em sua volta para casa após a Guerra de Troia. O guerreiro enfrenta criaturas míticas e deuses em sua jornada épica de retorno onde sua esposa Penélope (Anne Hathaway) o aguarda. O rei de Ítaca descreve sua trajetória esbarrando com seres como o Ciclope Polifemo, as sereias e a feiticeira/deusa Circe.
Resenha: Deixe a morte morrer cedo e outros contos oníricos (Maria Anna Martins)
Uma das melhores coisas de trabalhar com literatura são as amizades que surgem no caminho. Conheci muita gente desde que comecei com o blog, e tive a oportunidade de ler diversos autores daqui da minha cidade, autores que conheci pessoalmente e com quem pude conversar sobre seus livros. Hoje venho aqui falar sobre Maria Anna, uma autora e amiga que escreve romances, fantasias e contos maravilhosos. "Deixe a morte morrer cedo e outros contos oníricos" reúne alguns deles, e tive o prazer de lê-los recentemente.
Quando um dos maiores cineastas vivos decide revisitar o gênero que ajudou a defini-lo, a expectativa é inevitavelmente alta. Steven Spielberg, responsável por clássicos como Contatos Imediatos do Terceiro Grau (1977), E.T. – O Extraterrestre (1982) e Guerra dos Mundos (2005), volta a explorar os mistérios do universo e a existência de vida fora da Terra em Dia D (Disclosure Day, no original). O resultado? Um filme que, mesmo sem reinventar a roda, entrega uma experiência cinematográfica envolvente, divertida e com a marca registrada do diretor em cada frame.
Já fazia um bom tempo que eu ouvia falar deste livro do Andy Weir, sempre com ótimas recomendações. Não sou uma grande leitora de ficção científica, mas quando vi que a trama ganharia uma adaptação para o cinema, e com o Ryan Gosling como protagonista, resolvi dar uma chance ao livro. Consegui ler a tempo de pegar ele no cinema, e hoje compartilho com vocês a minha opinião a respeito de ambas as produções.
Resenha: Os sofrimentos do jovem Werther (Johann Wolfgang von Goethe)
Ler Os sofrimentos do jovem Werther mais de duzentos anos após sua publicação é um exercício de estranhamento. O romance que fez a Europa do século XVIII suspirar, vestir casacas azuis e amarelas e (supostamente) imitar o suicídio do protagonista hoje nos confronta com questões que Goethe talvez não tenha previsto, mas que estão latentes em cada página: o que há de tão fascinante e perigoso na figura de um homem que transforma a mulher amada em objeto de uma possessividade incontrolável?
Conscientização Digital: a coleção da Editora Trato que prepara escolas e famílias para a Educação Digital obrigatória e o novo ECA
O cenário da educação no Brasil passou por uma transformação significativa a partir de 2026. Você sabia que a educação digital se tornou obrigatória? É o que determina a Lei nº 14.533/2023, que instituiu a Política Nacional de Educação Digital, e o novo ECA Digital (Lei nº 15.211/25) , que entrou em vigor em março deste ano, estabelecendo novas regras para a proteção de crianças e adolescentes no ambiente on-line.
Diante desse novo marco legal, surge um desafio crucial para escolas, educadores e famílias: como garantir que as crianças e adolescentes desenvolvam uma relação saudável, segura e ética com a tecnologia?
A virada de ano costuma vir acompanhada de listas: livros para ler, metas para bater, hábitos para mudar. Mas, ao olhar para o horizonte de 2026, a pergunta que ecoou na minha mente não foi "o que", mas "como". Diante de uma rotina cada vez mais mediada por notificações, senti a necessidade de silenciar o ruído externo para reencontrar a minha própria voz como leitora.
Memória de menina, de Annie Ernaux, me fez companhia nos últimos meses. Foi uma leitura que me acompanhou em uma viagem pelo litoral do Nordeste e se estendeu ao longo de dezembro, quase como se o próprio tempo da leitura dialogasse com o movimento de retorno e insistência que estrutura o livro. Publicado no Brasil pela editora Fósforo, o livro integra o vasto conjunto de textos "memorialísticos" da autora, e recebi em parceria com a editora.
Como fã de thrillers psicológicos, confesso que A empregada, de Freida McFadden, entrou no meu radar com certa desconfiança. Não apenas pelo sucesso estrondoso do livro, mas porque, ao ler a sinopse, já imaginei que estava diante de algo muito próximo de Verity, da Colleen Hoover. Um livro que também vai virar filme e que, apesar do hype, não me agradou nem um pouco. Ainda assim, resolvi dar uma chance à A empregada, e hoje falarei não só sobre o livro, mas também sobre o filme, que assisti hoje em primeira mão na cabine de imprensa, a convite da agência Espaço/Z.